Estatuto do Menor e do Adolescente: O erro de todos os erros.

Nunca se dirigiu o poder da Lei para um destino tão apocalíptico.

É, sem qualquer dúvida, pavoroso, imoral e criminoso o quadro criado pelo Estatuto do Menor e do Adolescente. Pior ainda, uma indiferença imensa dos homens de bem não permite qualquer reação. Afinal, os pais perderam o direito de corrigir os erros dos seus filhos; os professores sequer podem pensar em fazer isto com seus alunos; a polícia, se o faz, é escondido, sem que ninguém divulgue; até a própria Justiça ficou de pés e mãos amarrados sem nada poder fazer. Apenas os Conselhos Tutelares se emaranham num montão de disparates que não levam a nada, menos ainda a uma formação descente dos nossos jovens.

O resultado está aí: "Os Intocáveis".

O estudo sério e profundo da maioria dos psicólogos atesta que aos 8 anos de idade a criança já tem praticamente formada a sua personalidade. Ela já sabe distinguir o certo do errado, o bem do mal, como se deve e como não se deve proceder.

No entanto, as consequências também estão aí: A violência e a criminalidade, vulgarizadas em nome dessa aberração de Leis que formam esse infeliz Estatuto e o tomam por escudo dos vícios.

Você acha que só no Rio de Janeiro, em São Paulo ou nas grandes cidades é que o terror se instalou como o poder paralelo? Não, nada disto. Ali você apenas tem a oportunidade de acompanhar a mídia. Nas localidades pequenas e interioranas não há mídia. Qualquer lugarejo do interior já foi batizado com essa praga. Acabaram-se os valores morais, o respeito aos pais, aos professores, aos mais velhos, à família, à sociedade, enfim, um verdadeiro caos é que grita, dá as normas e decide os destinos de um povo refém da sua própria prole.

Lá em cima, bem no Senado Brasileiro, um gigante do timbre de Cristóvam Buarque luta sozinho para mudar isto pelo único método possível: Educação. Sinto dó dele; é uma andorinha só querendo fazer o verão que aquecerá nosso progresso moral e material. De quebra, tendo que engolir o Estatuto da perdição e da retrogradação humana. (Já vi aluno agredir uma professora grávida com vários pontapés e o caso ficar por isto mesmo, acredite se quiser, pois eu, na tentativa de evitar tanta violência, fiquei até jurado de morte. É impressionante!)

Só que, educar não é ensinar e deixar para lá. Educar é cobrar o que foi ensinado; é exigir o retorno do bem que cada lição encerra. É aí que o infeliz Estatuto do Menor e do Adolescente entra com toda a sua força, barra todos os esforços de um futuro melhor e degrada à pervecidade este presente que estamos vivendo. Afinal, ele, o Estatuto, veio lá de cima também, justamente do pódio dos poderosos que por má índole têm o interesse no mal e no atrazo de vida.

A grande maioria dos pais, mestres, policiais e jurisprudentes que forma este Brasil imenso é excelente por natureza e sacerdócio. Porém, está tolhida dos seus direitos e mesmo das suas obrigações em favor do tal Estatuto. A questão não é, pois, apenas os que ensinam. Há o outro lado, mais importante ainda: o lado dos que aprendem. E, por mais que a contradiga, não há o que ensina melhor que a vida. A vida cobra, exige retorno, PUNE, em nome do que ensinou e sob pena de sofrimentos indescritíveis para os que relutam no aprendizado consistente. Pena que nessa punição arrasta inocentes que, apesar de tudo, amam seus queridos entes meliantes.

Nada vai melhorar enquanto o Estatuto do Menor e do Adolescente permanecer como é. Ele é, acima de qualquer traficante de drogas, armas e promiscuidade, o verdadeiro poder paralelo da nossa sociedade. Basta observar um pouco, refletir menos ainda e o único caminho será concordar com esta verdade... desgraçadamente!

Editoria:

Comments

como eu posso me escrever

Não sei o que você deseja aqui com o assunto "vagas"; você não deu um nome e nem entendi o que quer com o seu comentário "como eu posso me escrever". Por favor, seja mais claro. Aqui, como vê, tratamos de assuntos realmente sérios. Estarei pronto para ajudá-lo. Obrigado, Eustáquio Borba.

É uma fábrica de bandidos legalizada por quem tem interesse na bandidagem. Só não vê quem não quer. Enquanto o "estatuto" prevalecer o caos dominará até as gerações vindouras. Pode crer. J.Augusto M. Santos

Concordo plenamente com a opinião de Eustáquio Borba! Pensemos um pouco: dizem que um dos objetivos desse “estatuto” é a proteção da criança e do adolescente, mas isso está realmente acontecendo? As crianças brasileiras estão tendo uma educação de qualidade, saúde, lazer, cultura de maneira satisfatória? NÃO! Essa “lei” só está servindo na verdade para criar marginais, monstros que estão aterrorizando cada vez mais o pobre Brasil. Não dá para admitir que um sujeito de 17 anos de idade, por exemplo, não seja responsabilizado pelos seus atos com um argumento ridículo usado por muitos: “ele não sabia o que estava fazendo!” Ora, no tempo em que eu tinha essa idade, nós, então adolescentes, sabíamos muito bem o que estávamos fazendo. Quando tinha 15 anos, dois colegas de classe me convidaram para fumar maconha e para roubar, então simplesmente respondi que não e ainda fiz uma denúncia à polícia acerca do que esses meus “colegas” de classe estavam pretendendo. Nunca mais tive notícias deles, se ainda estão vivos não resultaram em nada útil. E só um detalhe, eu não era nenhum riquinho “filhinho de papai” que tinha tudo nas mãos, era pobre como eles! Se eu soube diferenciar o bem do mal, por que os jovens de hoje não saberiam? Será que eles têm menos inteligência que na minha época? Claro que não! Eles têm plena consciência do que fazem. São maduros o suficiente para votar a partir dos 16 anos, para namorar, etc, mas na hora de assumir responsabilidades pelos seus atos criminosos, não são? Por quê? Eu fico me perguntando: quando um marginalzinho desses comete um crime, não pode ter seu nome nem sua imagem divulgados pela mídia, sob o pretexto de ser preservado, mas as novelas brasileiras podem mostrar crianças e adolescentes falando livremente em namoro e sexo! Nesse caso eles não estariam sendo expostos? Falando em TV, essa também está dando uma “excelente contribuição à boa educação” dos nossos jovens: nossas digníssimas novelas mostram jovens desrespeitando seus pais e esses últimos ainda sendo colocados em uma posição como se estivessem sempre errados! Não é “ótimo”? Por fim nossos representantes em Brasília não se preocupam nem um pouco em mudar o “estatuto”, o código penal e tantas outras leis que estão desgraçando de vez o Brasil. Por que será? Simples: um povo ignorante, necessitado e que vive em meio ao caos deve ser bem mais fácil de controlar. Aí sobra mais tempo para cuidar do que realmente interessa a eles, como mensalão, passagens aéreas pagas a esmo pelo contribuinte, desvios de verba pública, etc! Até quando o povo brasileiro vai continuar aceitando tudo isso de braços cruzados?

Meu caro Márcio A. Silva, Seu comentário é simplesmente genial. Alguém poderia pensar que se trata de um "complemento" ao gravíssimo problema que levantei. Qual nada! Que complemento que nada! É a mais pura essência dissertiva dessa praga que permite esses meliantes estuprarem nossas esposas e nossas filhas diante dos nossos olhos e ficar por isto mesmo. Será que tão pouca gente já enxergou isto e já avaliou o terror dessa cena ultrajante? Será que o terror está mesmo banalizado? Parabéns, não apenas por concordar, mas, pela argúcia de enxergar o arrimo legal criado para o crime que, por sua vez, faz da nossa gente brasileira uma massa falida facílima de ser tangida em direção aos apriscos mais degradantes da imoralidade humana. Parabéns mesmo! Um forte abraço. Eustáquio Borba NOTA: Gostaria muito de conhecê-lo melhor: lesborba@oi.com.br ou lesborba@hotmail.com (Messenger)

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