Vc acha que o senador José Sarney (PMDB/AP) não é "uma pessoa comum.", como disse o presidente Lula?

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Ele é uma pessoa que apenas nos faz recordar a inflação de 900% em seu Governo, além de ter arranjado um "jeitinho brasileiro" para se eleger novamente Senador pelo Amapá! Realmente não é uma pessoa comum.

Dias atrás nosso “guru mor da República” (assim grafado propositadamente em minúsculo), diretamente do Cazaquistão declarou que o Sr. José Sarney “tem história para que não seja tratado como uma pessoa comum".

Realmente, nosso “guru mor” está certo. O Sr. José Sarney é “incomum” e “tem “história e estórias”.

Senão, vejamos:

1) o adjetivo: - segundo o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, de Portugal, o verbete incomun é um adjetivo e significa “não comum ou fora do comum”; - já o nosso dicionário Aurélio, define também como um adjetivo que significa “que não é comum, extraordinário ou invulgar”; - se nos aprofundarmos em estudar um pouco apenas o significado de uma dessas variações, veremos que “extraordinário” significa “que não é conforme ao costume geral; excessivo; singular; esquisito; extremo, excessivo; que só se faz em circunstâncias anormais”; - seguindo por essa linha de raciocínio, chegaremos a vários e interessantes sinônimos desse adjetivo “incomum”, dentre os quais destacamos: bisonho, impertinente, feio, individual, isolado, excêntrico, estranho, assombroso. Daqui em diante, recomendamos que cada leitor desenvolva sua própria pesquisa, pois nós nos damos por satisfeitos com o que conseguimos;

2) histórias e/ou estórias: - a história do Sr. José Sarney mais parece uma coletânea de estórias, já que ninguém sabe qual sua verdadeira história. Entre suas diversas anomalias existenciais, uma delas é intitular-se como escritor, o que explica tantas estórias envolvendo sua trajetória de vida. Certamente nosso “guru mor” não sabe diferenciar “história de estória”. - dizemos estórias, porque são tantas que não cabem neste curto espaço que pretendemos ocupar: a) Seu verdadeiro nome (de batismo) é José Ribamar Ferreira de Araújo Costa; nascido no Estado do Maranhão em 1930, filho de um senhor que alguns afirmam ter sido um homem comum, enquanto a biografia oficial do Sr. José Sarney o descreve como tendo sido um desembargador. Enfim, era o cidadão Sarney de Araujo Costa. O nome José Sarney foi por ele adotado apenas em 1965, pois se mostrava muito descontente em ser chamado de “Zé do Sarney”, coisa tão comum no Brasil (mas afinal, ele não é comum). Em 1954 já militava politicamente tendo sido apenas um “simples e comum” quarto suplente de Deputado Federal, então pelo extinto PSD. Em 1958 já mudava de partido, ingressando na UDN (o braço de direita da política brasileira daquela época que fazia oposição ao governo Vargas e que depois apoiou o Sr. Jânio Quadros e a Ditadura Militar – sempre na situação da ocasião). Dentro da própria UDN era considerado como um filocomunista, coisa que não condiz com alguém que professa a fé católica; b) Em 1964, fez oposição ao golpe militar que depôs o presidente João Goulart. Com a instituição do bipartidarismo, em 1965, aderiu rapidinho ao partido governista, a Arena (Aliança Renovadora Nacional), para eleger-se por ela, governador do Estado do Maranhão -1966 a 1971 – dando início a uma oligarquia que perdura até hoje, 44 anos depois. Em 1979, mudou-se para o recém fundado PDS, pelo qual elegeu-se Senador pelo Maranhão. Mais uma vez mudou de sigla partidária em 1984, bandeando-se para o PMDB, que já existia desde março de 1966. Em 1985 era candidato a vice-presidente na chapa do Tancredo Neves. c) Mas o pior dessa estranha ou incomum “estória” ainda estava por vir. Uma das coisas que não engolimos, continua sendo uma dúvida atroz que paira no ar do país até hoje: as circunstâncias estranhas e não totalmente esclarecidas nas quais morreram o Presidente eleito Tancredo Neves, bem como seu garçom João Rosa, ocasião na qual o Sr. José Sarney assumiu o cargo, reconhecidamente um aliado dos militares, em lugar de um opositor declarado. Dá o que pensar, não? d) No governo Sarney, há muitos outros fatos “incomuns” a destacar: - índice de inflação galopante, jamais vista no país; - o fracassado Plano Cruzado; - o fracassado Plano Bresser; - o fracassado Plano Verão; - maior índice de inflação da “história” contemporânea do país: 1.764,86%; - clima de desordem civil com centenas de greves gerais dos trabalhadores no país, inclusive de setores básicos como hospitais, transportes coletivos, funcionalismo público, bancos, portos, etc; - vitória de Fernando Collor nas eleições de 1989, sobre Lula, com apoio do Sr. José Sarney, devido á uma negociação com o famigerado Dossiê Sarney, o qual jamais apareceu em público; - sob forte desaprovação popular e numa renhida disputa, quase perde a eleição para senador pelo Amapá, um território pobre que foi estrategicamente promovido a estado durante seu mandato de presidente. Vale a pena ler o que o falecido jornalista Sebastião Nery escreveu na época, em : http://www.folhadoamapa.com.br/classica/diario_comments.php?id=P16451_0_4_0 e) Esta é “história” verdadeira: o Sr. José Sarney talvez seja o maior especialista na arte da sobrevivência política, pois sempre gravitou á sombra do poder, utilizando-se dos mais variados e “incomuns” recursos próprios e de terceiros (governos civis e militares), formando uma longa fila de pessoas, partidos políticos e entidades que sua oligarquia destruiu ou pelo menos retirou de cena, tornando-se o maior predador da recente “história” política do Brasil, fazendo escola entre muitos seguidores e apadrinhados políticos.

Reflitam sobre este texto e tirem suas próprias conclusões sobre a trajetória política e de vida desse senhor, a qual apresenta um enorme potenial para uma profunda análise clínica.

Definitivamente, o nosso “guru mor da republica” está coberto de razão. Aliás, a bem da verdade, nenhum dos dois pode ser chamado de ”comum”...aliás, pensando melhor, cabe a observação que estão ficando cada dia mais raros os “políticos comuns”, tão necessários ao nosso país!

Um bom Brasileiro

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