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O programa Bureau Agribusiness especializado na elite da pecuária bovina.

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DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA A VERDADEIRA HISTÓRIA SOBRE A COLONIZAÇÃO DESSA IMENSA REGIÃO CARTA DE DESABAFO DE UM PEQUENO AGRICULTOR. AROLDO TORQUATO VERISSIMO DE ALMEIDA RONDÔNIA-BRASIL

A maioria das pessoas que defende o desmatamento na Amazônia nunca esteviveram aqui e tampouco conhecem a história dessa imensa região. O que hoje elas chamam de destruição da floresta é o mesmo que elas chamam hoje de melhor índice de desenvolvimento do país nas grandes metrópoles. Será que essas pessoas já pararam para pensar que o que se faz aqui nesta região é o mesmo que foi feito durante séculos no mundo inteiro? É uma imbecilidade dantesca ver o “O homem tropical” como uma criatura insana destruindo a floresta a seu bel-prazer. Aqui não se faz nada diferente do que foi feito no resto do mundo. Essas pessoas agem como todos aqueles que defendem a vida selvagem na África e os grandes parques africanos e nunca fizeram nada para ajudar as comunidades que continuam sendo exploradas por grandes redes de hotéis como um tipo de “palhaço” que todo turista quer ver. Lá a desgraça humana e o sofrimento daquela gente e vendido em pacote com pernoites em casas de barros junto com as famílias que vivem em condições que os antropólogos e sociólogos denominariam (se fosse de interesse deles) subumanas. Boa parte do povo africano foi abandonada em favor da Fauna e Flora em nome de um falso desenvolvimento sustentável – o mesmo que tanto se sonha em implantar na Amazônia. É o sonho de meia dúzia de ecologistas idiotas verem o valente caboclo amazônida servindo de palhaço em troca de um punhado de dólares em nome do tão almejado desenvolvimento sustentável. É importante e válido salientar que isso já acontece na Amazônia. Basta visitar um hotel de selva e verificar in loco o tal “Desenvolvimento Sustentável” ou uma de suas facetas. O Caboclo servido e levando um bando de milionários para passear como um empregadinho levando o filho do patrão para brincar no parque. Essa constatação que, faço já foi um sonho do conde Joseph- Arthur de Gobieu em 1855 quando descreveu o nosso ribeirinho como um ser do outro mundo ou em suas próprias palavras um bando de malandros compostos de mestiços de todo tipo no qual era impossível ver a pureza do europeu. Coisa do tipo também havia pensado o naturalista inglês Richard Spruce em 1849 quando afirmou que a Amazônia era desabitada por causa da preguiça do homem amazônida e que a região precisava da inteligência de seus compatriotas para transformar a Amazônia num Paraíso de fartura e prosperidade. Todas as pessoas que falam que o produtor rural, o fazendeiro, o sitiante cometeu crime ambiental se esquecem que muitos desses homens que colocaram o Brasil como o maior exportador de carne do mundo são filhos dos grandes desbravadores que chegaram aqui muito antes da lei ambiental ou qualquer outro tipo de lei, pois aqui não havia lei. Se hoje essas pessoas temem a internacionalização da Amazônia desconhecem o fato de que por volta de 1852 William L. Herndon e Larder Gibbon da marinha americana viajaram pela Amazônia para escolher um lugar para transmigrar a escravidão do sul dos Estados Unidos bem como seus fazendeiros para cá. Isso só não foi possível por que o caboclo da Amazônia já estava aqui “destruindo” a floresta. Bem que o governo brasileiro tentou ajudar os americanos e sua “truppe” dando toda a região para o mais vigarista de todos os brasileiros o hoje “Santo Visconde de Mauá. A malgrado de todo o esforço doentio e de todo dinheiro que o governo brasileiro colocou nos bolsos dele, Mauá foi incapaz de administrar essa região inóspita e fantástica ao mesmo tempo. Como se sabe, Mauá era mais americano do que a coca-cola. Com o fracasso do grande “empreendedor brasileiro” o nosso governo não satisfeito deu não só a Amazônia para um americano “boa praça”chamado Percival Farquhar, mas o Brasil inteiro em 1911. Farquhar era dono de 60 mil quilômetros quadrados onde é hoje o Estado do Pará e quase tudo que funcionava no Brasil naquela época.’’ A internacionalização da Amazônia hoje não é mais possível, ainda que seja um dia no papel- jamais será na pratica. Nenhum exército conseguiria tirar o caboclo amazônico do meio da selva, nem o Ranbo. O fato é que nos como caboclos da Amazônia conhecemos todas as plantas que curam, cipós que matam a sede, árvores que se prestam para construções de pontes, casas,fortalezas etc. Conhecemos as serpentes e todos os outros animais peçonhentos, pássaros de todos os tipos que servem de sentinelas na floresta. Temos uma certa intimidades como a temível onça pintada com a qual aprendemos a conviver nos últimos 300 anos de ocupação da região. Sabemos como e quando ela vai atacar. Conhecemos todos os rios e seus perigos. Na verdade, o termo de destruidor da Amazônia não se aplica ao homem filho dessa terra. Existe um equivoco lamentável difundido por uma mídia medíocre e mal informada que tanto nos ofende e nos envergonha. Todas as pessoas que defendem o desmatamento na Amazônia nunca se deram ao trabalho de ler algo verdadeiro sobre essa região, por certo se ocupam mais com as novelas e programas como o “Super Pop” que agem como uma doença degenerativa no seio da sociedade brasileira. A verdade é que nunca houve um a política de governo para o desenvolvimento da Amazônia e o lema “INTEGRAR PARA NÃO ENTREGAR” é a maior mentira sobre a região. O governo brasileiro nunca pensou efetivamente em proteger a Amazônia da invasão estrangeira, ao invés disso, ele sempre incentivou como é o caso da Fordlândia que foi criada no meio da selva. Ocorre que o processo de colonização dessa região não foi feito por vontade do governo brasileiro mais por pressão dos “Donos” da Amazônia. Esses donos tinham grandes extensões territoriais selvagens quase que impenetráveis por pessoas de bom senso e que jamais seriam exploradas se não fosse a “Grande Jogada do Século” que possibilitou e exploração dessa rica região pela sua meia dúzia de donos. Como se sabe, o governo brasileiro tinha um grave problema para resolver com os milhares de nordestinos vitimas da grande seca de 1930, e isso era exatamente o que ele queria para resolver o problema de mão-de-obra na Amazônia. O imperialismo yankee exigia do governo que essa mão -de -obra barata fosse explorada nos imensos seringais dos quais eles eram donos. Desnecessário dizer que, os donos dos seringais no papel eram brasileiros, mas na prática eram empresas norte-americanas que exploravam o látex. Basta mencionar que em 1901 os americanos “arrendaram” o atual Estado do Acre que à época pertencia à Bolívia. Mais uma vez, o governo brasileiro não se preocupou com a nossa gente do nordeste, mas com os interesses internacionais. Todas as pessoas que criticam o avanço da pecuária na Amazônia desconhecem que a destruição da floresta foi causada por grandes grupos agro-industriais do centro sul que grilaram boa parte das terras por aqui. É foi por causa deles que o governo “permitiu” a colonização dessa região como é o caso do meu estado – Rondônia. Mais uma vez o governo atendendo a interesses exclusos permitiu que ocorresse aqui talvez a maior tragédia humana do Brasil. As pessoas que vieram para cá na esperança de ter acesso à terra foram iludidas pelo governo que sabia que milhares deles morreriam de malária, leishmaniose e o restante morreriam picados por cobras venenosas e comidos pela onça. Ninguém em seu juízo perfeito incentivaria a colonização da Amazônia, se não estivesse interessado em se livrar dos milhares de trabalhadores indesejáveis que existia principalmente no Paraná no início da década de 60. O velho método usado na grande seca do nordeste trazendo os nordestinos para os seringais daria certo em Rondônia trazendo os paranaenses para plantar café em uma região onde as árvores chegam a medir mais de 2.50 de diâmetro e 40 de altura. O governo brasileiro quando permitiu este genocídio estava ciente de que aquela gente morreria fatalmente. O governo sabia, por exemplo, que nem os poderosos funcionários da gigantesca empresa de Percival Farhuar –Mamoré Railway Co. – que construiu a E.F.M.M conseguiu escapar da malária que vitimou milhares de trabalhadores de várias partes do mundo que aqui trabalharam por volta de 1912. Assim como aconteceu aos nordestinos que vieram por causa da borracha, os paranaenses também foram enganados. Quando eles chegaram aqui, os “amigos do governo” haviam chegado antes juntos com os funcionários do INCRA. E, como sempre já havia tomado posse das terras próximas aos núcleos de povoamento. Todo mundo sabe que as terras chamadas “dentro da cidade” são dos funcionários do INCRA e de sua corja. Eu poderia citar o nome de milhares deles em todo o Estado de Rondônia que “pegaram” as melhores terras a 5, 10km da cidade. Quando os “colonos” desembarcaram aqui em Paus-de- Araras descobriram que teriam que andar de 70 a 100 km à pé Por picadas abertas na mata com “cacáios” pesando, as vezes, até 60 quilos – e quando chegavam em seus lotes “marcações” como eram conhecidos as áreas de 100 ha se deparavam com rochas maiores que sua nova propriedade. Durante quase duas décadas a malária matou mais colonos aqui do nas guerras atuais. Não há aqui nenhuma família que não tenha perdido pelo menos um parente com malária, isso para falar somente em umas das muitas desgraças que assolou essa região. Não obstante, há casos que famílias inteiras morreram tentando “vencer” a selva. À época do grande surto migratório para o Estado (1970/80) de cada 10 pessoas que morriam na região 8 era de malária. Todas as pessoas que defendem o desmatamento na Amazônia, não sabem que somente após vários anos desmatando a floresta é que foi possível expulsar o mosquito da malária. O mosquito Anofelino invadia as casas e picavam as crianças que morriam rapidamente. Os adultos quase ficavam loucos com tantas dores de cabeça e vomitando até as “tripas” como se diz por aqui. Há pessoas que “pegaram” mais de 200 malárias. Será que algum ambientalista faz idéia do seja isso? Fico imaginado como teria sido, se o caboclo não tivesse vencido a floresta. Fico pensando o que diria um sanitarista como Oswald Cruz, se descobrisse os cemitérios de Rondônia daqui uns 400 anos, se a população dessa região fosse extinta e se ele nada soubesse sobre a malária. Que Tragédia teria ocorrido aqui certamente perguntaria ele? Que doença fulminante teria dizimado tanta gente em 20 anos? Qualquer pessoal que investigar a história da colonização da Amazônia PERCEBERÁ que esse povo foi abandonado aqui, de maneira que o governo pudesse se livrar - primeiros dos nordestinos da seca de 1930 e depois dos colonos do sul que não tinha mais serventia naquela região. O governo talvez tenha pensado à época que trazendo essa gente para Amazônia estaria dando uma resposta a sociedade sobre o que fazer com toda aquela gente que não servia mais para nada. Dói-me os ossos pensar que o governo estava certo que essas pessoas morreriam de malária, leishmaniose, hepatites, picados de cobras e comidos pela onça( Diversas vezes fui para a lavoura de café que distava uns 2 km de casa ouvidos os “esturros” das onças perto da “picada” e muitas vezes as vi cruzar o caminho poucos metros a minha frente. O governo nunca imaginou que venceríamos a floresta sem seu apoio, i.e., financiamento de custeio, estradas, hospitais e escolas etc. De resto, quero lembrar a todas as pessoas que defendem o desmatamento na Amazônia que como um “produtor rural dessa região” não me sinto um brasileiro e, as vezes, até me sinto envergonhado por essa terra tão rica fazer parte de um Brasil tão medíocre. Infortunadamente, como pequeno produtor rural na Amazônia lamento profundamente por ser visto como um bárbaro destruidor da floresta. No entanto, gostaria de frisar que assim como a crucificação de Jesus e tratada nos filmes - o desmatamento na Amazônia também o é. Quase 2000 anos depois da morte de Jesus as pessoas ainda pensam que somente Jesus e os dois ladrões foram realmente crucificados. Se elas soubessem que todos os inimigos dos Romanos eram crucificados, perceberiam que sempre foram enganados é que a cena de Jesus pregado na cruz foi tão banal para as pessoas da época que essas cenas tão horríveis no cinema não chocariam nem uma criança de 5 anos. O que quero dizer com isso é que a agricultura na Amazônia seria impraticável sem as derrubadas das arvores e as grandes queimadas. As pessoas em sua maioria não têm a real dimensão do que seja agricultura nessa região. Todo o aparato tecnológico que existe hoje como tratores- de- esteras, pás-carregadeira, esquides e outros grandes tratores são impotentes diante das árvores colossais que existem aqui. É preciso derrubá-las e depois queimá-las se forem inúteis, e mesmo assim arrancar um “toco” com um trator- de- esteiras fica mais caro do que um bezerro, agora imaginem milhares. Isso é uma tarefa para o fogo. Estamos consciente dos danos ambientais que esse tipo de agricultura causa a natureza. Não somos tão insensíveis assim ao ponto de ignorar a beleza da fauna e flora desse recanto do país. Afinal de conta, a floresta dos deu e ainda nos dá tudo aquilo que o governo nunca deu – a possibilidade de sonhar com dias melhores para nossos filhos. Penso que a posição de agressor da floresta de nossa gente deve ser revista. O povo filho desta terra não é criminoso. É inegável que existe uma meia dúzia de pessoas desmatando a Amazônia. Entretanto, essas pessoas não são daqui. Muitas delas por certo morram nos condôminos de luxos ao lado de todos estes falsos ambientalistas que mamam no governo (altos salários) e esperam que o povo da Amazônia um dia se contente em viver com uns trocados fruto do turismo ou de uma lata de castanha do Pará. Sabe-se que, o turismo ecológico movimenta milhões em todo o Mundo, mas que as comunidades por onde passam as rotas desse tipo de turismo vivem na miséria. As agências de turismos, hotéis e pousadas sempre de grandes grupos empresariais é que ficam com os lucros. Não conheço, nunca vi ou li nada sobre alguém que tenha formado um filho “doutor” levando turista para passar de chalana, barco com rabeta ou observar pássaros na mata. Não conheço, nunca vi ou li nada sobre alguém que tenha conhecidos outros países vendendo castanha ou catando sementes na mata pra vender. Não conheço, nunca vi ou li nada sobre alguém que tenha comprado um carro vendendo artesanato da floresta. Quantos destes falsos moralistas conseguiram sobreviver vendendo os chamados produtos “ambientalmente corretos” por uns trocados quando na realidade recebem altos salários do governo, desviam dinheiros de diárias e ainda levam parentes e amigos para viajarem de graça ás custas também de muitas pessoas que “destroem a floresta”. Também pagamos impostos aqui. Uma última palavra ao Ministro do Meio Ambiente e a todas aquelas pessoas que sonham com o “Desenvolvimento Sustentável” na Amazônia. É muita tolice acreditar que um dia isso seja possível com o programa político que se tem para região. Somente um tolo pode pensar que é possível os pequenos produtores rurais sobreviverem com 20% ou 50% de suas áreas desmatadas com o tipo de agricultura que se pratica aqui. Tendo em vista que boa parte do Estado de Rondônia foi desmatada nos últimos 30 anos, talvez não haja mais a necessidade de se derrubar a floresta e o uso de fogo. Não obstante, se faz necessário o apoio do governo com financiamentos a juros baixos, financiamentos para maquinários pesados a longo prazo e acima de tudo uma política de preço justa. Do contrário, continuaremos avançando sobre a floresta para aumentar os rebanho e compensar as perdas com esse tipo de política medíocre que se faz nesse país. Estamos dispostos a recuperar as áreas degradadas transformando nossos campos em áreas mais produtivas. Contudo, isso só será possível quando o governo valorizar mais o que se produz aqui. Como mecanizar se um pequeno trator CUSTA mais do que uma pequena propriedade? O descaso do governo com a região desvaloriza sobremodo o preço da terra, em que pese a sua riqueza e fertilidade. A pesar de não haver grandes plantios de soja em Rondônia, ela aqui se mostrou mais produtiva do que a dos americanos. Isso é fato. Como um cidadão da Amazônia posso asseverar categoricamente que as pessoas que são filhos dessa região não são um bando de ignorantes que querem ver a “floresta pegar fogo”. A destruição deste paraíso é fruto da política desastrosa desse país que abandonou seus “filhos” aqui no momento em que eles mais precisavam i.e., dês do inicio do século passado.

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