O Panorama desta semana destacou o fracasso das tentativas convencionais de salvar a Floresta Amazônica e mostrou que uma das esperanças pode ser o capitalismo.
A tese, a grosso modo, é a seguinte: a floresta presta "serviços ecológicos" para todo o planeta (chuva, absorção de carbono, etc).
Até agora, os benefícios gerados estão sendo distribuídos para toda humanidade de graça, mas valem dinheiro...
Por exemplo, um dia desses pode ser que seja provada sem qualquer sombra de dúvida a relação entre a Floresta Amazônica e o regime de chuvas do meio Oeste americano.
Portanto, o fazendeiro do Kansas que atualmente não paga pela chuva talvez tenha mais uma conta para pagar no futuro.
Então, já tem uma empresa de capital de risco, a Canopy Capital, buscando comprar barato os direitos sobre os serviços prestados pela floresta para vender caro no futuro.
O presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, ofereceu a soberania durante um período determinado da parte da amazônia controlada por ele em troca de ajuda internacional.
Basta a floresta intacta gerar mais dinheiro para o povo da Guiana que os programas de desenvolvimento econômico convencionais.
O ministro Mangabeira Unger tb foi entrevistado... Assumiu a posição "Amazônia é nossa" e disse que o dinheiro deve ser canalizado através de projetos brasileiros.
Posição teoricamente bastante razoável... afinal a Amazônia é nossa mesmo.
O problema é que logo depois nosso representante disse que os brasileiros ainda precisam debater sobre o caminho para lidar com o desmatamento.
Pô, então vamos debater. Pq do jeito que está não dá para ficar. Ou vc acha q Minc, o sequestrador de bois, vai resolver algo?

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